Você sabe por que a mastigação dos equinos varia entre pasto e cocheira?

Entendendo as diferenças na mastigação entre equinos em pasto e em cocheira.


Os equinos são animais que pastam continuamente. Em seu habitat natural, passam até setenta e cinco por cento do dia mastigando. Esse comportamento sugere que a mastigação seja uma atividade prazerosa para eles,  explica o Prof. Dr. Luiz Fernando Rapp de Oliveira Pimentel do Curso CPT Odontologia Equina a Campo.


Em situações adversas, como enfermidades ou restrições no habitat natural, os equinos tendem a minimizar o tempo de mastigação, evitando esse ato tanto quanto possível.


Os equinos são conhecidos por seu hábito de pastoreio seletivo, evitando consumir forragem em áreas contaminadas por esterco e urina. Em ambientes confinados, onde têm acesso livre à forragem, mantêm padrões alimentares semelhantes, comendo por 10 a 12 horas por dia em sessões que variam de 30 minutos a 10 minutos. Em contraste, tendem a consumir alimentos concentrados ou peletizados mais rapidamente. A falta de acesso ao pasto pode levar a problemas dentários, como incisivos excessivamente longos, devido à ausência de atrito e desgaste natural.


Gramíneas, feno e silagem são alimentos ricos em sílica, que naturalmente promovem o desgaste dentário ao ritmo da erupção dental. No entanto, dietas concentradas tendem a reduzir o desgaste da superfície dos dentes e limitar o movimento da mandíbula. Isso pode resultar em um desequilíbrio, onde a taxa de erupção natural dos dentes incisivos não é compensada pelo desgaste adequado, levando à sobre-erupção dos dentes.


Equinos mantidos em pasto realizam uma mastigação predominantemente com movimentos de excursão lateral da mandíbula, ao contrário dos equinos em cocheiras alimentados com ração industrializada, que tendem a mastigar de forma anormal, com predominância de movimentos verticais da mandíbula. Esses movimentos verticais não são eficientes para a trituração adequada da fibra da forragem.


O ciclo mastigatório e a digestão.

O ciclo mastigatório dos equinos é um processo complexo que envolve movimentos coordenados da mandíbula e maxila, facilitados por um sistema neuromuscular intricado. Este ciclo é fundamental para a mastigação eficiente e a digestão inicial da forragem. Segundo Baker (1998), o ciclo mastigatório dos equinos pode ser dividido em quatro fases principais: abertura, fechamento, impacto e atrito, seguido pelo retorno.


Durante a fase de impacto e atrito (IA), descrita mais detalhadamente por Pagliosa (2004), ocorre o esgarçamento inicial (fases 5 a 6), seguido pela trituração (fases 6 a 9) e o amassamento (fases 10 a 1). Esses processos são essenciais para a preparação adequada do alimento antes da digestão, garantindo que a forragem seja fragmentada e misturada com saliva, iniciando assim o processo digestivo de forma eficiente.


Você sabe por que a mastigação dos equinos varia entre pasto e cocheira?


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Por: Thiago de Faria

Thiago de Faria Ribeiro 07-07-2024

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